Apuração dos custos – métodos de custeio – parte 2

Por Marco Antonio Granado

 

A apuração dos custos de produtos e/ou serviços prestados é de suma importância para a gestão empresarial.

Infelizmente ainda encontramos gestores que ignoram a importância da apuração de custos de produtos e/ou serviços, trazendo, dentre outras razões, sua complexidade, ser um processo trabalhoso ou até mesmo falta de tempo, para obter e desenvolver tal informação.

Esta postura em desconsiderar a importância da apuração dos custos, reflete negativamente no momento de precificar corretamente o produto e/ou serviço. Este é um erro que pode causar muitos prejuízos e dificultar na análise e aumento da lucratividade da operação da entidade.

Os métodos de custeio são ferramentas que auxiliam no cálculo do quanto é gasto para fazer um determinado produto e/ou serviço prestado.

Fazer a gestão do custo unitário de um produto ou serviço prestado é uma etapa fundamental para a definição de precificação, análise de desempenho financeiro e o cálculo de rentabilidade da entidade.

Ao buscar a definição do método de custeio a ser aplicado pela entidade, os gestores deverão considerar e avaliar exclusivamente fatores próprios do negócio, tais como o tamanho da entidade, seu faturamento, nível de informatização, quantidade e linhas de produtos fabricados, planejamento estratégico, e assim por diante.

Os métodos de custeio mais conhecidos são:

a) custeio variável;

b) custeio por absorção;

c) custeio ABC;

d) custeio UEP.

 

Tratamos anteriormente na parte 1 deste artigo sobre o custeio variável, neste artigo parte 2, trataremos sobre o custeio por absorção.

O custeio por absorção também é conhecido como custeio integral, pelo fato de que ele leva em consideração todos os custos que a fabricação do produto e/ou serviços prestados tem, sejam eles diretos ou indiretos, fixos ou variáveis.

Isso quer dizer que o cálculo do custo do produto e/ou serviços prestados considera todos os custos de produção envolvidos naquela mercadoria e/ou serviços prestados.

É um dos mais empregados pelas entidades, porque é o mais intuitivo e o único que atende aos princípios fiscais e contábeis.

Este método “absorve” todos os valores relacionados no custo unitário de cada produto vendido e/ou serviço prestado, ou seja, todos os gastos fixos ou variáveis empregados direta ou indiretamente na fabricação são considerados para definir o valor final de venda;

É indispensável que a distinção de custos e despesas seja realizada de maneira criteriosa;

Apenas os valores atrelados aos produtos vendidos (custos) deverão ser considerados no processo. Quantias desembolsadas em atividades administrativas, financeiras, investimentos, dentre outros (despesas), não deverão ser usados.

 

Características:

a) engloba custos fixos, variáveis, diretos e indiretos;

b) necessita de critérios de rateios, no caso de apropriação dos custos indiretos, ou seja, gastos gerais de produção e/ou serviços prestados, quando houver mais de um produto ou serviço prestado;

c) os resultados apresentados são influenciados pelo volume da produção e/ou serviços prestados;

d) estabelecer o custo total unitário do produto/serviço;

e) indicado para decisões realizadas a longo prazo.

 

 Vantagens:

a) está em conformidade com os “Princípios Fundamentais de Contabilidade” (CFC) e com as leis tributárias;

b) implantação menos custosa, já que não exige operações de separação de custos;

c) oferta de dados precisos para o desenvolvimento de um planejamento em longo prazo e para a demonstração de resultados;

 

Desvantagens:

a) em comparação com o custeio variável, o método por absorção não conta com uma rápida geração de informação para a administração do negócio;

b) elaboração de preço de venda sem a real margem de contribuição, resultando em um valor menos competitivo;

 

Conhecer e aprimorar sobre os métodos de custeio é fundamental para o sucesso de sua entidade, eles auxiliam no cálculo do quanto é gasto para fazer um determinado produto e/ou prestação de serviços, e assim, ter uma real visão, detalhada, sobre a lucratividade do negócio a partir da precificação de cada produto e/ou serviços oferecido ao mercado.

Estaremos no próximo artigo parte 3, comentando sobre o método de custeio ABC.

 

Marco Antonio Granado, empresário contábil, contador, palestrante e escritor de artigos empresariais. Atua como consultor empresarial nas áreas contábil, tributária, trabalhista e de gestão empresarial. Atua como docente na UNISESCON e no SINDCONT-SP. Atua como consultor contábil, tributário, trabalhista e previdenciário do SINFAC-SP e da ABRAFESC. É membro da 5ª Seção Regional do IBRACON. É bacharel em contabilidade e direito, com pós-graduação em direito tributário e processo tributário, mestre em contabilidade, controladoria e finanças.

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