Apuração dos custos – métodos de custeio – parte 3

Por Marco Antonio Granado

 

A apuração dos custos de produtos e/ou serviços prestados é de suma importância para a gestão empresarial.

Infelizmente, ainda encontramos gestores que ignoram a importância da apuração de custos de produtos e/ou serviços, trazendo, dentre outras razões, sua complexidade, ser um processo trabalhoso ou até mesmo falta de tempo para obter e desenvolver tal informação.

Esta postura, em desconsiderar a importância da apuração dos custos, reflete negativamente no momento de precificar corretamente o produto e/ou serviço, sendo este, um erro que pode causar muitos prejuízos e dificultar na análise e aumento da lucratividade da operação da entidade.

Os métodos de custeio são ferramentas que auxiliam no cálculo do quanto é gasto para fazer um determinado produto e/ou serviço prestado.

Desta forma, fazer a gestão do custo unitário de um produto ou serviço prestado, podemos afirmar que é uma etapa fundamental para a definição de precificação, análise de desempenho financeiro e o cálculo de rentabilidade da entidade.

Ao buscar a definição do método de custeio a ser aplicado pela entidade, os gestores deverão considerar e avaliar exclusivamente fatores próprios do negócio, tais como o tamanho da entidade, seu faturamento, nível de informatização, quantidade e linhas de produtos fabricados, planejamento estratégico, e assim por diante.

 

Os métodos de custeio mais conhecidos são:

 

a) custeio variável;

b) custeio por absorção;

c) custeio ABC;

d) custeio UEP.

 

Tratamos anteriormente na parte 1 e 2 deste artigo sobre o custeio variável e custeio por absorção, neste artigo parte 3, trataremos sobre o custeio ABC.

O método de custeio ABC (Activity-Based Costing) ou em uma tradução direta do inglês “custeio baseado em atividade” parte do princípio de que os custos são gerados pelas atividades executadas por uma entidade;

Este método rastreia os custos de cada fase das operações realizadas na entidade, verificando como elas se relacionam e influenciam na geração de receita e no consumo de recursos;

Por intermédio deste método é possível determinar com precisão todas as despesas e os custos indiretos (aqueles que não estão diretamente ligados ao produto ou serviço), bem como o impacto de cada atividade.

É o mais complexo dos métodos se tratando do desenvolvimento, mas é o mais completo, já que supre as necessidades das entidades por informações mais detalhadas.

Adotado nos negócios, referente à administração financeira, que ajuda a definir e calcular custos de produção e/ou prestação de serviços.

A partir do momento que ela analisa individualmente cada setor de uma organização, as despesas envolvidas em todas as etapas são levantadas com maior precisão.

 

Vantagens:

 

a) é possível determinar com maior exatidão as despesas e os custos indiretos (não estão diretamente ligados à produção), por meio da análise destrinchada das atividades;

b) é capaz de buscar dados mais ricos para investir na melhoria contínua dos processos, da qualidade e do desempenho da empresa como um todo.

 

Desvantagens:

 

a) não é aceito pela legislação societária e fiscal, por isso, ele deve ser usado apenas para a gestão e o controle interno da entidade, não como uma forma oficial de cálculo;

b) é capaz de buscar dados mais ricos para investir na melhoria contínua dos processos, da qualidade e do desempenho da empresa como um todo;

c) necessidade de reorganização da entidade para sua implantação.

 

Conhecer e aprimorar sobre os métodos de custeio é fundamental para o sucesso de sua entidade. Eles auxiliam no cálculo do quanto é gasto para fazer um determinado produto e/ou prestação de serviços, e, assim, ter uma real visão detalhada sobre a lucratividade do negócio a partir da precificação de cada produto e/ou serviços oferecido ao mercado.

 

Estaremos no “próximo artigo parte final estaremos comentando sobre o método de custeio UEP.

 

Marco Antonio Granado, empresário contábil, contador, palestrante e escritor de artigos empresariais. Atua como consultor empresarial nas áreas contábil, tributária, trabalhista e de gestão empresarial. Atua como docente na UNISESCON e no SINDCONT-SP. Atua como consultor contábil, tributário, trabalhista e previdenciário do SINFAC-SP e da ABRAFESC. É membro da 5ª Seção Regional do IBRACON. É bacharel em contabilidade e direito, com pós-graduação em direito tributário e processo tributário, mestre em contabilidade, controladoria e finanças.

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