Empresários compartilham dicas em evento sobre ESCs. Conteúdo está disponível para associados

“Uma ESC não pode vender taxas, ela tem que vender serviços e facilidades”. Com essa fala, o empresário José Francisco abriu sua apresentação durante o Café da Manhã das ESCs, evento híbrido promovido pelo SINFAC-SP em comemoração aos 4 anos de promulgação da lei que criou as Empresas Simples de Crédito (ESC). A sentença do palestrante, embora simples, norteou o encontro que tratou, principalmente, sobre captação e fidelização de clientes, além de aspectos práticos da operação de uma ESC, com valiosas dicas e trocas de informações entre os empresários de diversos estados do país.

 

De acordo com a percepção do José Francisco, muitos não sabem, mas as ESCs podem fazer uma espécie de captação de recursos com a cessão de carteira para outros agentes financeiros, por exemplo. “Se eu estou com meu capital engessado e prevendo um déficit de capital, em um futuro próximo, eu posso fazer a cessão de minha carteira”. Sobre o aumento de capital, Hamilton de Brito Jr., presidente do SINFAC-SP e da ABRAFESC, lembrou que o projeto de lei 202/2021 propõe que as ESCs poderão obter linhas de crédito bancárias, respeitando o limite de alavancagem de até 1,5 vezes o seu capital realizado. “Hoje trabalho só com indicações, mas quero explorar a captação de clientes ‘porta a porta”. Entretanto, sinto que se entrarem mais clientes eu não vou ter capital para rodar. Por isso essa proposta de alteração, para permitir até uma vez e meia de alavancagem, seria ótimo”, avaliou o empresário Pedro Luiz Barbosa, da ESC Elite, que esteve na sede do SINFAC-SP para o evento.

 

Não poder captar recursos é apenas um dos tantos entraves impostos às ESCs que o projeto de lei, defendido pelo SINFAC-SP e pela ABRAFESC, busca eliminar. Para muitos, o principal deles é a delimitação territorial. “A ESC sofre concorrências de todos os lados. Mas principalmente das fintechs que acessam clientes de qualquer região por uma plataforma eletrônica ao passo que a lei obriga que as ESCs atuem só em determinado território. São coisas que estamos pensando em destravar com essa nova proposta de projeto de lei”, argumenta Hamilton. O presidente do sindicato está otimista com o avanço do PL 202/2021, uma vez que o relator da atual legislatura é o senador Laércio Ribeiro, político que tem se mostrado próximo do fomento comercial.

 

Também chamou atenção no evento, a experiência do empresário Jose Zilton Nobriga, da ESC ZM, de Água de Lindoia (GO), que contou como foi uma das primeiras empresas a atingir o teto de arrecadação de R$ 4,8 milhões de juros ao ano. Em sua cidade, José afirma praticar entre 4% e 20% de taxa, sendo 16,5% a média de juros das operações de sua empresa no mês passado. Essa e outras experiências podem ser conferidas no vídeo do Café da Manhã das ESCs, agora disponível na plataforma de EAD do SINFAC-SP para associados do sindicato e da ABRAFESC. Basta solicitar o acesso clicando aqui.

 

Para a empresária Ana Luíza Santin, da A L Santin Empresa Simples de Crédito, o conteúdo foi valioso: “Foi uma manhã muito proveitosa. Obrigado por dividirem conosco as experiências das suas ESCs, isso me deu um incentivo! Agradeço ao SINFAC-SP pelos eventos sempre maravilhosos”, avaliou.

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