Fluxo de caixa – Parte 2

Por Marco Antonio Granado

Objetivo do Fluxo de Caixa:

O Fluxo de Caixa é uma ferramenta que auxilia em diversas áreas da empresa, entre elas a tomada de decisões e o aumento da produtividade, além de ser extremamente eficaz como base para investimentos futuros, mensurando receitas e despesas, verificando a situação financeira da empresa, medindo e reservando os recursos para honrar com todos os compromissos.

A partir da elaboração do Fluxo de Caixa é possível planejar eventuais excedentes e escassez de caixa, o que provocará medidas que venham a sanar tais situações.

Os objetivos do Fluxo de Caixa são muitos, mas o principal é a visão geral de todas as atividades (entradas e saídas) diárias, obtendo uma visão do seu “caixa”, que é representado pelo grau de liquidez da empresa:

Os demais objetivos do Fluxo de Caixa são também relevantes. Citamos a seguir:

a) planejar as necessidades de captação de recurso de maneira a preservar a liquidez;
b) fornecer os recursos para a realização das transações definidas no planejamento financeiro;
c) pagar as obrigações dentro do vencimento;
d) aplicar de forma eficaz os recursos disponíveis, entretanto, sem comprometer a liquidez;
e) planejar/controlar os recursos financeiros utilizando:

-analise e controle das atividades de planejamento de vendas e despesas;
-analise para as necessidades de capital de giro;
-prazos médios de contas a receber, a pagar, estoques, etc;

f) verificar as fontes de crédito onerosas de maneira a minimizar o custo do seu uso;
g) visar ao equilíbrio financeiro dos fluxos de entrada e saída de recursos;
h) prognosticar desembolsos de caixa elevados em ocasiões de encaixe baixo;
i) coordenar os recursos a serem usados pelas diversas atividades da empresa em termos de investimentos.

O caixa de uma empresa gera lucro quando há disponibilidade de recursos para aplicação, que consequentemente receberá um retorno financeiro (ganho). Mas se não houver caixa, isto impactará no resultado, porque a empresa utilizará recursos de terceiros, pagando juros pela captação, para fazer frente aos compromissos assumidos, o que tornará o resultado menor.

Em um mundo onde a concorrência está cada vez mais apertada, muitas vezes a diferença entre o sucesso e o fracasso está dentro dos processos internos da organização. Dessa forma, ter um Fluxo de Caixa operacional e saber como calculá-lo é imprescindível para o bom gestor. Todas estas atividades financeiras sempre merecem uma atenção especial.

O Fluxo de Caixa pode ser usado para obter as seguintes informações:

a) qual a capacidade de a empresa de gerar recursos para financiar suas operações?
b) se a empresa é geradora de caixa, por que o dinheiro não aparece?
c) se a empresa não é geradora de caixa, o que é que tem viabilizado suas operações?
d) quais as necessidades de capital de giro da empresa?
e) qual a relação ótima entre o capital de giro próprio e o de terceiros na empresa?
f) qual o saldo de caixa mínimo que a empresa deve manter para fazer face a suas obrigações financeiras?
g) qual a capacidade de a empresa imobilizar ou distribuir dividendos sem fragilizar a estrutura de capital de giro?
h) a capacidade de geração de caixa da empresa é compatível com suas políticas de reposição de estoques e de financiamento de seus clientes?

 

Marco Antonio Granado, empresário contábil, contador, palestrante e escritor de artigos empresariais. Atua como consultor empresarial nas áreas contábil, tributária, trabalhista e de gestão empresarial. Atua como docente na UNISESCON e no SINDCONT-SP. Atua como consultor contábil, tributário, trabalhista e previdenciário do SINFAC-SP e da ABRAFESC. É membro da 5ª Seção Regional do IBRACON. É bacharel em contabilidade e direito, com pós-graduação em direito tributário e processo tributário, mestre em contabilidade, controladoria e finanças.

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