Fluxo de caixa – Segunda parte

Publicado em 20/02/2024

Por Marco Antonio Granado 

Continuando o tema fluxo de caixa, parte 2 de 3.

Objetivo do fluxo de caixa:

Fluxo de caixa é uma ferramenta que auxilia na tomada de decisões e no aumento da produtividade em diversas áreas da empresa. Também é extremamente eficaz como base para investimentos futuros, mensurando receitas e despesas, verificando a situação financeira da empresa, medindo e reservando os recursos para honrar com todos os compromissos.

A partir da elaboração do fluxo de caixa é possível planejar eventuais excedentes e escassez de caixa, o que provocará medidas que venham a sanar tais situações.

Os objetivos do fluxo de caixa são muitos, mas o principal é a visão geral de todas as atividades (entradas e saídas) diárias, obtendo uma visão do seu caixa, que é representado pelo grau de liquidez da empresa:

Os demais objetivos do fluxo de caixa são também relevantes, citamos a seguir:

-Planejar as necessidades de captação de recurso de maneira a preservar a liquidez;

-Fornecer os recursos para a realização das transações definidas no planejamento financeiro;

-Pagar as obrigações dentro do vencimento;

-Aplicar de forma eficaz os recursos disponíveis, entretanto, sem comprometer a liquidez;

-Planejar e controlar os recursos financeiros utilizando:

-Análise e controle das atividades de planejamento de vendas e despesas;

-Análise para as necessidades de capital de giro;

-Prazos médios de contas a receber, a pagar, estoques, etc;

-Verificar as fontes de crédito onerosas de maneira a minimizar o custo do seu uso;

-Visar ao equilíbrio financeiro dos fluxos de entrada e saída de recursos;

-Prognosticar desembolsos de caixa elevados em ocasiões de encaixe baixo;

-Coordenar os recursos a serem usados pelas diversas atividades da empresa em termos de investimentos.

O caixa de uma empresa gera lucro quando há disponibilidade de recursos para aplicação, que consequentemente receberá um retorno financeiro (ganho), mas se não houver caixa, isto impactará no resultado, porque a empresa utilizará recursos de terceiros, pagando juros pela captação, para fazer frente aos compromissos assumidos, o que tornará o resultado menor.

Em um mundo onde a concorrência está cada vez mais apertada, muitas vezes a diferença entre o sucesso e o fracasso está dentro dos processos internos da organização, e ter um fluxo de  caixa operacional e saber como calculá-lo é imprescindível para o bom gestor, todas estas atividades financeiras sempre merecem uma atenção especial.

O fluxo de caixa pode ser usado para obter as seguintes informações:

-Qual a capacidade de a empresa de gerar recursos para financiar suas operações?

-Se a empresa é geradora de caixa, porque o dinheiro não aparece?

-Se a empresa não é geradora de caixa, o que é que tem viabilizado suas operações?

-Quais as necessidades de capital de giro da empresa?

-Qual a relação ótima entre o capital de giro próprio e o de terceiros na empresa?

-Qual o saldo de caixa mínimo que a empresa deve manter para fazer face a suas obrigações financeiras?

-Qual a capacidade de a empresa imobilizar ou distribuir dividendos sem fragilizar a estrutura de capital de giro?

-A capacidade de geração de caixa da empresa é compatível com suas políticas de reposição de estoques e de financiamento de seus clientes?

No próximo artigo, continuaremos este interessante e importante tema, que segregamos em três artigos para vocês.

Marco Antonio Granado, empresário contábil, contador, palestrante e escritor de artigos empresariais. Atua como consultor empresarial nas áreas contábil, tributária, trabalhista e de gestão empresarial. Atua como docente na UNISESCON e no SINDCONT-SP. Atua como consultor contábil, tributário, trabalhista e previdenciário do SINFAC-SP e da ABRAFESC. É membro da 5ª Seção Regional do IBRACON. É bacharel em contabilidade e direito, com pós-graduação em direito tributário e processo tributário, mestre em contabilidade, controladoria e finanças.

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