Plano de continuidade de negócios – PCN, sua empresa tem um?

Por Alexandre Fuchs das Neves

 

Um Plano de Continuidade de Negócios – PCN busca, de forma ampla e preventiva, elaborar contingências para que a nossa empresa continue a operar, mesmo que ocorram situações emergenciais, previsíveis ou não, de forma segura.

Diz-se previsíveis eventos, exemplificativamente, como invasão por hackers, perda em determinada operação, falecimento de um sócio ou investidor, e até mesmo o comportamento oscilante de determinados mercados.

Imprevisíveis são eventos que realmente estão longe de acontecerem no nosso País, tais como terremotos, atentados terroristas, vulcões e etc., eventos que não existem na nossa história recente.

Então, precisamos de um plano de contingência, lembrando que “Contingência existe sem continuidade. Continuidade não existe sem contingência” (CANDELORO, Ana Paula P., RIZZO, Maria Balbina Martins de, PINHO Vinicius – São Paulo: Trevisan Editora Universitária, 2012 p. 145).

Pois bem, falaremos de apenas dois eventos previsíveis que impactam na continuidade das nossas empresas, e que devemos observar.

O primeiro deles é o backup do sistema, em caso de sequestro ou qualquer outro evento que remova, mesmo que temporariamente, toda a memória das nossas operações.

Então, lançamos mão da cópia, que sem sistema e pessoas, nada mais é que uma mera cópia das operações passadas.

A pergunta que devemos fazer neste caso é simples: quem são os responsáveis que reinstalarão a memória e, como nossa empresa não pode parar, retomarão as operações e farão o sistema rodar, mesmo que de forma incompleta, mas ao menos estará rodando.

Em segundo lugar podemos citar a perda em fraudes e golpes e, em especial, nas atuais recuperações judiciais que atropelam nosso setor.

Idem, como no caso dos Fundos, quando as operações ficam suspensas por falta de pagamento em face a problemas com o Banco ou o Administrador, ou ainda, porque não dizer, no que se refere a um site “reserva”.

O plano para seguir operando com outros clientes, e seguir na prospecção, está bem definido?

Evidentemente que um pilar necessário para tanto é observar a concentração, posto que quase inútil um plano, se concentramos muito além do normal num determinado cedente/sacado.

E neste caso a pergunta a ser respondida é: observando a nossa carteira, a empresa tem condições de seguir operando em caso de default considerável, mesmo tendo que fazer um downsize? Quais colaboradores, infraestrutura, clientes e recursos conseguiremos manter para que a empresa siga nas operações.

Pulverizar dá um trabalho enorme, mas é melhor que “quebrar”.

Não precisamos correr mais riscos que os necessários para a nossa operação, então pense sempre na continuidade dos negócios da empresa como uma forma de evitar sua extinção, em casos de eventos que poderiam ser previstos.

 

Alexandre Fuchs das Neves é advogado e consultor jurídico do SINFAC-SP – Sindicato das Sociedades de Fomento Mercantil Factoring do Estado de São Paulo e da ABRAFESC.

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